Governo contrata 4,6 GW de potência em leilão de reserva de energia

Com o aumento na demanda de energia elétrica no Brasil, o governo quer maior previsibilidade para o setor. No primeiro leilão de contrato de reserva de capacidade feito no país, realizado nessa terça-feira, em São Paulo, foram contratados 4.600 megawatts de potência ano.

Segundo André Patrus, gerente executivo da Secretaria de Leilões da Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, o valor que será pago pela potência contratada vai garantir uma conta de luz mais barata para o consumidor.

Foram contratadas oito usinas movidas a gás natural, uma movida a bagaço de cana de açúcar, duas a óleo diesel e cinco a óleo combustível.

As termoelétricas vão realizar investimentos de quase R$ 6 bilhões no período dos contratos que preveem o fornecimento da capacidade a partir de 2026. A contratação deve garantir segurança para o Sistema Nacional de Energia, explica Tiago Barral, presidente da empresa de pesquisa energética vinculada ao Ministério de Minas e Energia. 

O governo informou que pretende recorrer da participação no leilão das usinas movidas a óleo diesel e a óleo combustível. O custo da geração de energia nessas centrais é maior do que o definido pelas regras do leilão. Mesmo assim, elas obtiveram na justiça o direito de participar do certame.

O Ministério de Minas e Energia considera que a participação desses empreendimentos na licitação prejudica a competição e compromete o objetivo de contratar com menores custos para os consumidores. 

Edição: Rádio Nacional/ Marizete Cardoso

Fonte: Rádio Agência Nacional

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