Desinformação contribui para incidência de câncer de colo do útero

A desinformação contribui para que o câncer do colo do útero continue a ser um problema de saúde pública. Mesmo evitável, com prevenção e tratamento no Sistema Único de Saúde, existem barreiras que precisam ser derrubadas para lidar com a questão. A enfermidade é responsável pela morte de mais de seis mil mulheres por ano no Brasil.

A Fundação do Câncer divulgou nessa quinta-feira um levantamento inédito no qual revela que muitos casos e mortes da doença poderiam ser evitados. Entre as práticas preventivas, estão a vacinação de pré-adolescentes contra HPV e exames de rastreamento para o câncer do colo do útero em mulheres com vida sexual ativa.

O estudo da Fundação do Câncer destaca também a resistência dos pais em vacinar seus filhos, principalmente os do sexo masculino, outro entrave nas iniciativas de prevenção a doença, como explicou a médica Flávia Miranda Corrêa, que coordenou o levantamento.

17% dos pais e responsáveis ouvidos pela pesquisa disseram não saber que a vacina contra o HPV previne câncer do colo do útero e 22% deles achavam que a imunização poderia incentivar uma iniciação sexual precoce dos filhos.

Outro aspecto que mostra a desinformação é o fato de 82% dos entrevistados acreditarem que a vacina previne outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, além do HPV.

Das cerca de 54 mil mulheres de 14 a 83 anos entrevistadas pelo estudo, 45% delas achavam desnecessário se submeter a exames preventivos, 15% não foram orientadas e  13% delas tinham vergonha de ir ao ginecologista.

Segundo a Organização Mundial da Saúde mais de 331 mil mulheres morrem por ano no mundo de câncer do colo do útero.

Edição: Sheily Noleto / Beatriz Arcoverde

Fonte: Rádio Agência Nacional

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